Higiene

  

 

 

Fraturas

No caso das fraturas dentais, sempre convém que o paciente traga os fragmentos imersos em soro fisiológico (ou mesmo água) para que seja feita a colagem, como o caso abaixo. Mas como isso nem sempre é possível, é possível a reconstrução do dente com resinas fotopolimerizáveis de última geração.

 

 

Avulsões (perda dos dentes)

 

É muito comum no consultório casos de acidentes envolvendo a perda dos dentes (avulsões), principalmente na prática de esportes. São casos que podem ser previnidos, mas se ocorrer, siga as orientações abaixo.

Quanto mais rapidamente o dente for recolocado em sua posição, maior será a chance de sucesso. Até trinta minutos após o acidente as chances são maiores.

Alguns cuidados devem ser seguidos:

Manter a calma e acalmar o acidentado.
Encontrar o dente ou fragmento e pega-lo, de preferência, pela parte correspondente a coroa (que é a parte visível do dente quando a pessoa sorri) evitando segurar pela parte da raiz.
Lavar levemente o dente, para se retirar as sujeiras visíveis e verificar se o dente caiu ou quebrou.
Em caso de avulsão(quando o dente sai do lugar correto e vem parar fora da boca) deve-se recolocar o dente no lugar. Se não for possível, colocá-lo em um copo com soro fisiológico, ou um copo com leite ou até na própria boca do paciente, em baixo da língua (menos crianças pequenas).
Ir ao dentista o mais rapido possível.
Sempre pegue o dente pela "coroa", parte branca do dente que aparece no sorriso (nunca pela "raiz"). Deve-se manter as fibras e o sangue da raiz, pois são importantes para o sucesso do reimplante, para isso, nunca use detergentes ou outros produtos para limpar o dente e também não esfregue a sua raiz.
O dente ou fragmento deve ser sempre mantido úmido.

 

 

Halitose

Por Dra. Vivian Berti Ramos - Periodontista
Atualmente, o tema halitose tem ganho grande atenção e vem deixando, cada vez mais, de ser uma questão puramente cosmética. Halitose significa, em termos gerais, a presença de odores desagradáveis no hálito que surgem de causas fisiológicas - decorrentes do funcionamento normal do organismo, necessitando apenas orientação para resolução do problema - e/ou causas patológicas - presença de doença, necessitando, portanto, de tratamento. Indivíduos portadores de mau hálito não têm a capacidade de identificar tal problema uma vez que o olfato se adapta ao odor. Estes desenvolvem uma tolerância, chamada de fadiga olfatória, e só tomam conhecimento de sua condição por alerta de pessoas próximas, normalmente de sua intimidade.
Apesar de ser de origem multifatorial – de fontes sistêmicas ou provenientes da cavidade oral - aproximadamente 85% das causas da halitose encontram-se na boca, em contraste ao mito de que o mau hálito estaria associado a distúrbios gástricos, sendo este responsável por apenas 1% dos casos.
O mau hálito é gerado pelo metabolismo proteolítico realizado por bactérias - microrganismos residentes na cavidade oral – que resulta na formação de gases tóxicos e de odor desagradável chamados de compostos sulfurados voláteis – CSV. As principais fontes de mau odor de origem bucal são a língua, bolsas periodontais, saliva e placa bacteriana acumulada em locais retentivos como restaurações e próteses mal adaptadas e cálculo.
A saburra lingual, ou seja, o acúmulo de resíduos na superfície da língua, é a principal responsável pela maioria dos casos de mau hálito de origem oral, principalmente em indivíduos com periodonto saudável (sem inflamação gengival). Além disso, a presença de doença periodontal avançada – infecção que acomete os tecidos de sustentação dos dentes como osso e gengiva levando à perda dentária – é responsável por tornar ainda mais desagradável o odor além de também torna-lo crônico e permanente. Dentre outras razões, as bactérias fortemente associadas com a doença periodontal estão entre os mais ativos produtores de CSV.
Evidências clínicas e estudos científicos sugerem que os CSV estariam envolvidos não somente na etiologia como também contribuindo para o desenvolvimento da doença periodontal.O impacto emocional, assim como as alterações que os gases causadores desta condição provocam nos tecidos periodontais requerem uma solução definitiva e eficaz no combate ao mau odor oral.
Uma vez que, na grande maioria dos casos, o mau hálito é proveniente da boca, o dentista é o profissional mais indicado para promover a identificação inicial e instituir o tratamento adequado. É de grande importância o monitoramento da saúde gengival por um periodontista (especialista no tratamento de doenças gengivais) para que seja realizado um diagnóstico precoce da halitose e de patologias periodontais. Medidas eficazes de higiene oral através da correta escovação dentária, uso freqüente de fio dental e principalmente a higiene da língua auxiliada por “limpadores de língua”, assim como o tratamento de condições patológicas como a doença periodontal reduzem drasticamente os casos de mau hálito permanente.
Evite constrangimentos e exílio social, pergunte ao seu parceiro sobre a presença de mau hálito e procure seu dentista para obter maiores informações sobre o assunto.

 

 

 



Dicas de higiene



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